Este é mais um exemplo de filme que foi subestimado e de que com pouco se pode entregar muito. O diretor irlandês Conor McMahon transita bastante pelo gênero de terror, mas acreditamos ser esse o seu melhor trabalho. Recentemente reassistimos a esse filme de 2014 e ficou claro que deveria ser indicado aqui. Não é uma super produção e parece, inclusive, um conto saído daquelas coletâneas gostosas de se ler. Não tem grandes efeitos especiais e pode apresentar alguns aspectos bem ingênuos no roteiro. Mas são justamente essas características que proporcionam um clima muito bem montado para essa trama, pois tudo parece mais próximo de ser real.
Começamos a história com um fazendeiro em uma propriedade interiorana remota trabalhando numa escavação até sua pá travar em algo. O homem começa a tirar barro com as próprias mãos e depois de fazer força ele arranca o que parece ser uma estaca de madeira. Em seguida, por meio de uma fenda, ele avista uma mão e se dá conta de que há um corpo enterrado. Mais à noite ele volta com a lanterna e é surpreendido por algo lhe puxando para uma poça de barro e depois de alguma luta consegue se soltar, mas com um estranho ferimento no pescoço. Não longe dali, aparentemente perdidos, o casal Mark e Sarah segue por esse interior da Irlanda em uma viagem de carro até atolam na lama. Atitudes imbecis não poderiam faltar num filme de terror, então depois de tentativas frustradas de soltar o carro, Mark deixa Sarah e parte em busca de ajuda.
Ao achar uma casa, ele procura por alguém até se deparar com o fazendeiro do início da história que está ferido e já num estado delirante. Logo depois de socorrê-lo, Mark volta ao carro e junto com Sarah partem de volta para a casa e a partir daí é instaurado o cenário desse suspense de terror. Eles serão atacados pelo fazendeiro que a essa altura já é outra coisa, e logo vão perceber que a luz é o único meio de feri-lo. Em breve vão descobrir também que talvez essa não seja a única ameaça. É interessante como as condições geográficas do local foram bem aproveitadas na ação, usando por exemplo as várias valas do terreno como caminhos furtivos para os personagens.
O ritmo do suspense é ditado pelo aspecto da luz ser o único meio de atacar ou se defender, e isso foi muito bem explorado nessa paisagem remota e tomada pela escuridão. Os poucos atores estão bem entrosados e com atuações bem críveis, proporcionando bons momentos de terror ao espectador. Percebemos uma clara referência ao estilo “Nosferatu”. Por esses motivos, SUSPIRO E ARREPIO RECOMENDA!
IMDb: 4,9
País: Irlanda
Direção: Conor McMahon
Roteiro: Conor McMahon, Demian Fox, Ged Murray, Gerry O'Brien
Produção: Harvey Bernhard
Elenco: Niamh Algar, Stephen Cromwell,
Distribuidora: Workshed Films





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